Informação não é motivo para evitar o tratamento
Falar sobre efeitos colaterais pode gerar apreensão, mas o objetivo aqui é o oposto: quem está bem informado consegue usar o medicamento com mais segurança, identificar o que precisa de ajuste e conversar com o médico de forma mais produtiva.
Nenhum medicamento é isento de efeitos colaterais. O que determina se vale a pena usá-lo é a relação entre benefícios e riscos — avaliação que compete ao médico, junto com o paciente.
Estimulantes (metilfenidato e lisdexanfetamina)
São as medicações mais utilizadas para TDAH. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:
Cardiovasculares
- Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial
- Geralmente moderados, mas requerem monitoramento, especialmente em quem já tem histórico cardiovascular
Gastrointestinais
- Náusea, especialmente nas primeiras semanas
- Redução do apetite (muito comum — pode levar a perda de peso)
- Dor abdominal
Sistema nervoso
- Cefaleia, principalmente no início do tratamento
- Boca seca
- Irritabilidade ou ansiedade — especialmente se a dose estiver alta ou o medicamento tiver sido tomado tarde
- Dificuldade para dormir (insônia de início)
Efeito de rebote
- Quando o efeito do medicamento de curta duração passa, alguns pacientes relatam irritabilidade, fadiga ou piora temporária dos sintomas. Isso pode ser manejado com ajuste da formulação ou horário
Atomoxetina (não estimulante)
Tem um perfil de efeitos colaterais diferente:
- Boca seca, constipação, náusea
- Redução do apetite (menos intensa que os estimulantes)
- Taquicardia e aumento de pressão
- Sonolência ou insônia, dependendo do horário de tomada
- Demora de 4 a 6 semanas para efeito pleno — paciência é necessária
- Em casos raros: elevação de enzimas hepáticas (o médico pode solicitar exames de acompanhamento)
O que observar e comunicar ao médico
- Dor no peito, palpitações intensas ou pressão arterial muito elevada: comunicar imediatamente
- Perda de peso significativa: revisar horários de alimentação e, se necessário, dose
- Irritabilidade ou ansiedade aumentadas: pode ser sinal de dose inadequada
- Mudanças de humor abruptas: investigar se há condição associada (como bipolaridade) que não foi identificada
- Pensamentos incomuns ou comportamentos muito diferentes do habitual: comunicar rapidamente
O que NÃO fazer
- Não interromper o medicamento sem falar com o médico. Especialmente os estimulantes, que podem ser parados sem risco de abstinência grave — mas interromper sem orientação pode levar a confusão diagnóstica
- Não ajustar a dose por conta própria. "Tomei dois porque esqueci ontem" ou "reduzi pela metade para ver como fico" são condutas que fogem ao controle terapêutico
- Não usar o medicamento de outra pessoa para "testar". Além de ilegal, é perigoso
Acompanhamento é parte do tratamento
Os primeiros meses com medicação para TDAH geralmente envolvem ajustes. Isso é normal e esperado. O objetivo é encontrar a dose e formulação que ofereça o máximo de benefício com o mínimo de efeito colateral — e isso leva tempo e comunicação aberta com o médico.
O Dr. Peter Nascimento é psiquiatra em Recife e acompanha adultos no início e ajuste do tratamento farmacológico para TDAH. Consultas presenciais e por teleconsulta.
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Dr. Peter Nascimento
Médico Psiquiatra em Recife | CRM-PE 30267 | RQE 17037
Psiquiatra com formação em Medicina pela UFPE e residência médica em Psiquiatria pelo HC-UFPE. Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUC-RS, com formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Oferece um cuidado humano, individualizado e baseado nas evidências atuais, integrando ciência e empatia para ajudar você a viver com mais equilíbrio e bem-estar emocional.
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