Principais pontos
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O TDAH não é só falta de atenção. Pode haver foco extremo em certas atividades
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O hiperfoco é um dos sintomas menos conhecidos do transtorno
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Pessoas com TDAH podem “grudar” em uma tarefa e perder a noção do tempo
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Isso pode parecer produtividade, mas tem efeitos negativos se não for controlado
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Reconhecer o hiperfoco ajuda a entender o funcionamento do cérebro com TDAH
O que é hiperfoco?
Ao contrário do que muitos pensam, o TDAH não é apenas um problema de atenção baixa. É uma dificuldade de regular a atenção. Em alguns momentos, a mente não consegue se concentrar em nada. Em outros, ela se prende com força em algo específico, ignorando todo o resto.
Esse estado é chamado de hiperfoco.
A pessoa entra em uma atividade e parece “sumir do mundo”. Pode passar horas sem comer, sem perceber o tempo ou ignorando tarefas importantes. O foco não vem sob controle. Ele aparece de forma intensa, mas não programada.
Como o hiperfoco aparece em adultos com TDAH?
Muitos adultos com TDAH relatam que, quando estão interessados por algo, conseguem ficar horas completamente imersos. Isso pode acontecer com:
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Séries ou vídeos
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Jogos eletrônicos
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Projetos criativos
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Pesquisas na internet
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Atividades profissionais específicas
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Organizações inesperadas da casa ou do ambiente
O problema é que, durante o hiperfoco, o resto da rotina pode ser ignorado. A pessoa não vê o tempo passar, deixa de comer ou tomar banho, perde prazos, esquece compromissos e acumula frustrações.
Por que isso acontece?
O TDAH afeta áreas do cérebro ligadas à motivação e à regulação da atenção. Isso significa que:
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A atenção pode falhar em tarefas obrigatórias, mesmo que sejam importantes
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O cérebro busca estímulo rápido ou recompensa imediata
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Quando encontra algo interessante ou desafiador, “cola” nesse foco
Essa falta de controle sobre quando focar ou quando parar é um dos grandes desafios de quem vive com TDAH.
Hiperfoco é bom ou ruim?
Depende. Em algumas situações, o hiperfoco até ajuda a resolver tarefas que exigem concentração profunda, principalmente após já ter havido procrastinação. Mas quando ocorre sem equilíbrio, pode trazer problemas como:
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Esquecimento de tarefas importantes
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Desequilíbrio na rotina
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Isolamento social
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Frustração por “perder tempo” com o que não era prioridade
Por isso, o objetivo do tratamento não é eliminar o hiperfoco, mas aprender a reconhecer quando ele está atrapalhando.
Como lidar com o hiperfoco no dia a dia?
Algumas estratégias simples podem ajudar:
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Definir horários para iniciar e parar uma atividade
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Usar alarmes ou cronômetros para lembrar de pausas
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Compartilhar a rotina com alguém de confiança
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Dividir o tempo em blocos menores, com objetivos claros
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Ter lista de tarefas visível para evitar o esquecimento de obrigações
Essas técnicas podem ser trabalhadas com apoio profissional, tanto em consulta médica quanto na psicoterapia.
O hiperfoco faz parte do diagnóstico?
O hiperfoco não aparece como critério formal nos manuais diagnósticos, como o DSM-5. Mas é cada vez mais reconhecido por profissionais que acompanham adultos com TDAH.
Na prática clínica, o hiperfoco é um sinal de que a pessoa não tem simplesmente falta de foco, mas sim dificuldade em controlar para onde a atenção vai.
Quando buscar ajuda?
Vale procurar avaliação especializada se você:
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Sente que perde o controle do tempo com frequência
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Se envolve demais em uma tarefa e esquece o resto da rotina
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Alterna entre períodos de foco extremo e outros de paralisia total
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Se culpa por não conseguir manter equilíbrio entre obrigações e interesses
Entender o hiperfoco pode mudar a forma como você se enxerga e abre caminho para um tratamento mais eficaz.
Onde encontrar ajuda
O Dr. Peter Nascimento atende adolescentes e adultos com TDAH, incluindo casos com hiperfoco intenso. O atendimento pode ser presencial em Recife (Aflitos) ou por telemedicina. A proposta é oferecer avaliação clínica completa e tratamento baseado em evidências, com explicações claras e foco na vida real do paciente.
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Dr. Peter Nascimento
Médico Psiquiatra em Recife | CRM-PE 30267 | RQE 17037
Psiquiatra com formação em Medicina pela UFPE e residência médica em Psiquiatria pelo HC-UFPE. Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUC-RS, com formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Oferece um cuidado humano, individualizado e baseado nas evidências atuais, integrando ciência e empatia para ajudar você a viver com mais equilíbrio e bem-estar emocional.
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