Resumo rápido
- Sim, o TDAH tem forte influência genética e costuma começar na infância.
- Pode existir histórico tanto do lado do pai quanto do lado da mãe.
- Ter casos na família aumenta a chance, mas não significa que a pessoa vai ter com certeza.
- O TDAH pode aparecer de jeitos diferentes em cada familiar.
TDAH é hereditário?
Sim. O TDAH é descrito como um transtorno neurobiológico de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa ao longo da vida. Fonte (Brasil): Ministério da Saúde, BVS.
Isso explica por que é comum ver mais de uma pessoa na mesma família com sinais parecidos, mesmo que nem todo mundo tenha sido diagnosticado.
Só um detalhe importante: genética aumenta risco, mas não é uma “regra fixa”. Não é como cor dos olhos. É mais uma predisposição.
Vem do pai ou da mãe?
Pode vir dos dois lados. Tanto o pai quanto a mãe podem carregar e transmitir predisposição genética, mesmo sem diagnóstico formal.
Em muitas famílias, o diagnóstico em um filho faz um adulto pensar: “pera, eu sempre fui assim também”.
E se ninguém na família foi diagnosticado?
Isso acontece bastante. Por muitos anos o TDAH foi pouco reconhecido em adultos e também em pessoas com perfil mais desatento.
Frases do tipo:
- “sempre foi desligado”
- “vive no mundo da lua”
- “começa e não termina” podem ter sido vistas como “jeito da pessoa”, quando na verdade podem indicar um padrão antigo.
Uma referência brasileira que explica bem essa parte de predisposição e recorrência familiar é a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).
A hereditariedade é certeza?
Não. Ter pais ou parentes com TDAH aumenta a chance, mas não garante. Pessoas da mesma família podem ter intensidades diferentes de sintomas, ou até não ter sintomas.
Além da genética, entram fatores do neurodesenvolvimento e o contexto de vida. O resultado final varia de pessoa para pessoa.
Como saber se meu TDAH tem origem genética?
Na avaliação clínica, o psiquiatra costuma investigar:
- sinais desde a infância ou adolescência
- presença de sintomas parecidos em familiares
- impacto atual na rotina (trabalho, estudos, vida pessoal)
- outras condições que podem confundir o quadro (como ansiedade, depressão e problemas de sono)
Diretrizes brasileiras reforçam que o diagnóstico é clínico e precisa de avaliação cuidadosa e diagnóstico diferencial. Fonte (Brasil): PCDT TDAH, CONITEC / Ministério da Saúde (PDF)
O que fazer se há histórico de TDAH na família?
Se você tem histórico familiar e se identifica com sintomas, o mais útil é buscar uma avaliação especializada. Isso ajuda a reduzir culpa, entender padrões antigos e montar um plano de tratamento que encaixe na sua vida.
Quer saber se você pode ter TDAH?
Faça o teste de rastreio ASRS-18 ou SNAP-IV e leve o resultado para sua consulta com o psiquiatra.
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Dr. Peter Nascimento
Médico Psiquiatra em Recife | CRM-PE 30267 | RQE 17037
Psiquiatra com formação em Medicina pela UFPE e residência médica em Psiquiatria pelo HC-UFPE. Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUC-RS, com formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Oferece um cuidado humano, individualizado e baseado nas evidências atuais, integrando ciência e empatia para ajudar você a viver com mais equilíbrio e bem-estar emocional.
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