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Hub TDAH · Módulo 6 · Tratamento

Medicamentos para TDAH: como cada um age, formulações e tempo de efeito

Metilfenidato nas formulações Ritalina, Ritalina LA e Concerta, lisdexanfetamina (Venvanse), atomoxetina (Atentah) e clonidina: o que cada um faz na sinapse, quanto tempo leva para agir, quanto dura o efeito e o que observar durante o tratamento.

leitura de ~15 min 15 referênciaspor Dr. Peter Nascimento · CRM-PE 30267 · RQE 17037

Conteúdo informativo. Todos os medicamentos desta página exigem prescrição e acompanhamento médico. Doses, escolha do fármaco e ajustes dependem de avaliação individual. Não inicie, interrompa ou altere doses por conta própria.

1. Visão geral: estimulantes e não estimulantes

Os medicamentos para TDAH se dividem em duas classes. Os estimulantes (metilfenidato e anfetaminas) aumentam de forma rápida a disponibilidade de dopamina e noradrenalina na sinapse e têm o maior tamanho de efeito. Os não estimulantes (atomoxetina e clonidina) agem por vias diferentes, com efeito menor e mais gradual, e são úteis quando os estimulantes não são bem tolerados, quando há comorbidades específicas ou como complemento.

A maior metanálise em rede sobre o tema, com 133 ensaios clínicos, comparou eficácia e tolerabilidade de todas essas opções. Considerando os dois critérios juntos, o metilfenidato foi apontado como primeira escolha em crianças e adolescentes, e as anfetaminas, como primeira escolha em adultos [1]. Isso orienta a decisão inicial, mas a resposta individual varia, e é comum trocar de classe ou de formulação até encontrar o melhor ajuste [12,13].

2. Como agem na sinapse

Para entender as diferenças entre os fármacos, vale olhar a sinapse. O neurônio pré-sináptico libera dopamina (DA) e noradrenalina (NE) na fenda; esses neurotransmissores ativam receptores no neurônio seguinte e depois são recolhidos de volta por transportadores de recaptação, o DAT e o NET. Quanto mais tempo o neurotransmissor permanece na fenda, mais forte e mais duradoura é a sinalização [2,7].

Sinapse de dopamina e noradrenalina com os pontos de ação do metilfenidato, da anfetamina, da atomoxetina e da clonidinaneurônio pré-sinápticoDA/NEDA/NEDA/NEDA/NEDA/NEVMAT2 carrega DA/NE para dentro das vesículasDATNETrecaptação de DArecaptação de NE (e de DA no córtex)fenda sinápticaneurônio pós-sinápticoD1 / α1α2AMetilfenidatobloqueia DAT e NETmais DA/NE na fenda×d-anfetaminaentra pelo DAT/NET,esvazia vesículas (VMAT2)e inverte o transportadorliberação ativaAtomoxetinabloqueia só o NETnão estimulante×Clonidinaativa receptores α2imita a ação da NEDA = dopamina · NE = noradrenalina · DAT/NET = transportadores de recaptação · VMAT2 = transportador vesicular
Figura 1. Ponto de ação de cada medicamento. Metilfenidato bloqueia os transportadores DAT e NET; a d-anfetamina (liberada a partir da lisdexanfetamina) entra no terminal, esvazia as vesículas e inverte o sentido do transportador, forçando a liberação; atomoxetina bloqueia seletivamente o NET; clonidina ativa diretamente receptores α2-adrenérgicos, imitando a noradrenalina. No córtex pré-frontal, a dopamina também é recaptada pelo NET, por isso a atomoxetina aumenta as duas aminas nessa região[2,3,8,10].

3. Metilfenidato: Ritalina, Ritalina LA e Concerta

O metilfenidato é o medicamento mais estudado para TDAH. Ele se liga aos transportadores DAT e NET e impede a recaptação, aumentando a dopamina e a noradrenalina disponíveis, sobretudo no córtex pré-frontal e no estriado. Diferentemente da anfetamina, ele não força a liberação do neurotransmissor: apenas mantém na fenda o que o neurônio já liberou [2,7].

A molécula tem meia-vida curta, de 2 a 3 horas, e o efeito clínico de uma dose de liberação imediata dura 3 a 4 horas. Foi para resolver esse problema que surgiram as formulações de liberação prolongada. A substância é a mesma; o que muda é a engenharia do comprimido ou da cápsula, e com ela o perfil de concentração ao longo do dia[4].

Ritalina (liberação imediata)

Início do efeito
20 a 40 minutos
Duração
3 a 4 horas
Pico
1 a 2 horas
Dose nos estudos
dose diária total em geral entre 0,5 e 1,2 mg/kg, dividida em 2 a 3 tomadas e ajustada pela resposta

É a forma mais flexível. Permite ajustar dose e horário com precisão e cobrir só os períodos necessários. Em contrapartida, exige lembrar de várias tomadas, e o intervalo entre uma dose e outra pode produzir um vale de sintomas ao longo do dia.

Ritalina LA (cápsula SODAS, liberação bimodal)

Tecnologia
SODAS: esferas dentro de uma cápsula, metade de liberação imediata e metade com revestimento de liberação retardada
Perfil
dois picos, o primeiro em 1 a 2 h e o segundo cerca de 4 h depois
Duração
cerca de 8 horas
Dose nos estudos
1 tomada pela manhã, com dose diária total equivalente à que a pessoa usaria em liberação imediata

O SODAS (Spheroidal Oral Drug Absorption System) imita duas doses de Ritalina tomadas com 4 horas de intervalo, sem a segunda tomada. A cápsula pode ser aberta e as esferas espalhadas sobre um alimento pastoso, desde que não sejam mastigadas, o que é útil para quem tem dificuldade de engolir [4].

Concerta (comprimido OROS, liberação ascendente)

Tecnologia
OROS: bomba osmótica com revestimento de liberação imediata (cerca de 22% da dose) e núcleo de liberação gradual (78%)
Perfil
subida inicial na primeira hora e depois concentração crescente até 6 a 8 h
Duração
10 a 12 horas
Dose nos estudos
1 tomada pela manhã, engolido inteiro; em adultos, ensaios com 18 a 72 mg/dia mostraram resposta crescente com a dose

O OROS (Osmotic Release Oral System) foi desenhado a partir de uma observação clínica: quando o metilfenidato é liberado em ritmo constante, o efeito tende a diminuir no fim do dia, um fenômeno chamado tolerância aguda. A solução foi liberar a dose em ritmo crescente, para compensar. O comprimido tem uma membrana semipermeável que deixa a água entrar; um compartimento de polímero incha e empurra as camadas de fármaco por um orifício feito a laser[5]. A casca vazia é eliminada intacta nas fezes, o que não indica falha de absorção. Em adultos, um ensaio com doses fixas de 18, 36 e 72 mg/dia mostrou eficácia proporcional à dose[15]. Por isso mesmo, o Concerta não deve ser usado em pessoas com estreitamentos importantes do trato digestivo.

Corte esquemático de um comprimido OROS e de uma cápsula SODASConcerta: comprimido OROS (bomba osmótica)metilfenidatocamada 1metilfenidatocamada 2 (mais concentrada)compartimentoosmótico (polímero)saídaágua entraágua entra pela membranarevestimento externo: ~22% da dose em liberação imediata (efeito na 1ª hora)membrana semipermeável: deixa a água entrar e não deixa o fármaco sairpolímero incha e empurra as camadas pelo orifício por ~10 h; a casca sai inteira nas fezesRitalina LA: cápsula SODAS (esferas)50% imediata50% prolongadaesferas sem revestimento: liberam logo, primeiro pico em 1 a 2 hesferas revestidas: liberam cerca de 4 h depois, segundo picoresultado: perfil bimodal, como duas doses de Ritalina; a cápsula pode ser aberta sobre alimento pastoso
Figura 2. Comparação esquemática das duas tecnologias de liberação prolongada do metilfenidato disponíveis no Brasil.
Perfis esquemáticos de concentração plasmática ao longo do dia0h2h4h6h8h10h12h14hhoras após a tomada da manhãconcentração (esquemático)Ritalina (liberação imediata)Ritalina LA (SODAS, bimodal)Concerta (OROS, ascendente)Venvanse (lisdexanfetamina)
Figura 3. Perfis esquemáticos de concentração dos estimulantes após uma tomada pela manhã. Curvas ilustrativas, não em escala, baseadas nos perfis descritos na literatura [4,5,6]. Ritalina LA reproduz duas doses de liberação imediata; Concerta sobe de forma gradual e sustenta o efeito por mais tempo; Venvanse tem subida lenta e cauda longa.

Efeitos adversos e cuidados

Os efeitos adversos mais comuns do metilfenidato são redução de apetite, dificuldade para dormir quando a dose é tomada tarde, dor de cabeça, boca seca e leve aumento de frequência cardíaca e pressão arterial. Em geral são dose-dependentes e melhoram com ajuste de dose ou horário [1,12]. O médico monitora peso, pressão, frequência cardíaca, sono e humor, e investiga história cardíaca pessoal e familiar antes de iniciar.

Em resumo: Ritalina, Ritalina LA e Concerta contêm a mesma molécula. A escolha entre elas depende de quantas horas de cobertura a pessoa precisa, da rotina, do custo e da tolerância aos picos e vales.

4. Lisdexanfetamina (Venvanse)

A lisdexanfetamina é um pró-fármaco: a d-anfetamina vem ligada ao aminoácido lisina e, nessa forma, é inativa. Depois de absorvida no intestino, a molécula é quebrada por enzimas presentes nos glóbulos vermelhos, liberando a d-anfetamina de forma gradual. Como a conversão acontece no sangue, e não no estômago, o perfil é previsível, pouco afetado por alimentos e o mesmo por qualquer via de administração, o que reduz o potencial de abuso por via nasal ou injetável [6].

A d-anfetamina age de modo diferente do metilfenidato. Além de bloquear a recaptação, ela entra no terminal pré-sináptico pelos transportadores, desloca a dopamina e a noradrenalina das vesículas (por ação sobre o VMAT2) e inverte o sentido do DAT e do NET, promovendo liberação ativa do neurotransmissor para a fenda[2,3].

Início do efeito
1,5 a 2 horas
Duração
até 13 horas em adultos
Pico da d-anfetamina
cerca de 3,5 a 4 horas
Dose nos estudos
1 tomada pela manhã; nos ensaios em adultos, 30 a 70 mg/dia, com resposta superior ao placebo em todas as doses

No ensaio pivotal em adultos, doses de 30, 50 e 70 mg/dia foram superiores ao placebo, com efeito já na primeira semana[14]. Na metanálise em rede, as anfetaminas tiveram o maior tamanho de efeito entre todos os medicamentos, com boa tolerabilidade em adultos [1]. Os efeitos adversos são semelhantes aos do metilfenidato: redução de apetite, insônia, boca seca, irritabilidade no fim do efeito, aumento discreto de pressão e frequência cardíaca. A duração longa ajuda a cobrir o fim da tarde e o início da noite, mas exige atenção ao horário da tomada para não prejudicar o sono.

5. Atomoxetina (Atentah)

A atomoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina: bloqueia o NET e praticamente não age sobre o DAT no estriado. No córtex pré-frontal, porém, a dopamina é recaptada principalmente pelo NET, porque essa região tem poucos transportadores de dopamina. O resultado é que a atomoxetina aumenta noradrenalina e dopamina no córtex pré-frontal, sem elevar a dopamina nos circuitos de recompensa do estriado. Isso explica por que ela melhora atenção e controle sem efeito estimulante e sem potencial de abuso [8].

Início do efeito
gradual: 2 a 4 semanas para os primeiros sinais, até 6 semanas para o efeito pleno
Duração
cobertura contínua de 24 horas, sem picos e vales
Dose nos estudos
por peso: início em torno de 0,5 mg/kg/dia e dose-alvo de 1,2 mg/kg/dia; doses maiores não acrescentaram benefício nos ensaios

O estudo de dose-resposta que definiu essa faixa mostrou que doses em torno de 1,2 mg/kg/dia produzem o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade [9]. A meia-vida depende do metabolismo pela enzima CYP2D6: cerca de 5 horas na maioria das pessoas e mais de 20 horas nos metabolizadores lentos, que tendem a ter mais efeitos adversos com a mesma dose.

Quando costuma ser preferida

  • quando os estimulantes não foram tolerados ou não funcionaram
  • quando há ansiedade importante ou tiques, que os estimulantes podem piorar em algumas pessoas
  • quando há histórico de uso problemático de substâncias ou risco de desvio do medicamento
  • quando a pessoa prefere não usar um estimulante ou precisa de cobertura contínua, incluindo início da manhã e noite

Os efeitos adversos mais frequentes são náusea, redução de apetite, sonolência ou insônia, tontura e aumento discreto de pressão e frequência cardíaca; em adultos, também disfunção sexual. Há alerta regulatório para monitorar ideação suicida em crianças e adolescentes nas primeiras semanas, e relatos raros de lesão hepática, que justificam atenção a icterícia ou dor abdominal persistente [1,12].

6. Clonidina

A clonidina é um agonista α2-adrenérgico, originalmente usado como anti-hipertensivo. No córtex pré-frontal, a ativação de receptores α2A pós-sinápticos fortalece a conectividade das redes que sustentam a memória de trabalho e o controle de impulsos, reproduzindo parte do efeito da noradrenalina sobre esses neurônios [10]. Por atuar também em receptores α2B e α2C e em neurônios do tronco encefálico, ela reduz a atividade simpática, o que explica a sedação e a queda de pressão.

A eficácia no TDAH foi demonstrada em ensaios clínicos com uma formulação de liberação prolongada, isolada ou associada a estimulante [11]. No Brasil, o uso no TDAH é feito fora da indicação em bula, com base nessa evidência e em diretrizes que a listam entre as opções de segunda linha [12].

Início do efeito
30 a 60 minutos (sedação) ; efeito sobre os sintomas em 1 a 2 semanas
Duração
6 a 10 horas por dose; meia-vida de 12 a 16 horas
Dose nos estudos
0,1 a 0,4 mg/dia nos ensaios clínicos, com início baixo, aumento gradual e dose fracionada ao longo do dia

Para que costuma ser usada

  • hiperatividade, impulsividade e agressividade, sobretudo em crianças e adolescentes
  • tiques ou síndrome de Tourette associados ao TDAH
  • insônia causada pelo estimulante, quando tomada à noite
  • como complemento ao estimulante, para cobrir o fim do dia ou reduzir a dose necessária dele

Os efeitos adversos principais são sonolência, boca seca, tontura, hipotensão e bradicardia. Um cuidado é essencial: a clonidina não deve ser interrompida de forma abrupta, porque a retirada súbita pode causar rebote de pressão arterial e taquicardia. A redução é feita gradualmente, sob orientação médica.

Perfis esquemáticos de concentração plasmática ao longo do dia0h2h4h6h8h10h12h14h16h18h20h22h24hhoras após a tomada da manhãconcentração (esquemático)Atomoxetina (estado de equilíbrio, após semanas)Clonidina (liberação imediata)
Figura 4. Perfis esquemáticos dos não estimulantes. A atomoxetina, após algumas semanas de uso, mantém concentração aproximadamente estável ao longo das 24 horas; a clonidina de liberação imediata tem pico em 2 a 3 horas e cauda mais longa, por isso costuma ser fracionada ou tomada à noite.

7. Tabela comparativa

MedicamentoClasseAlvo principalInícioDuraçãoTomadas
Metilfenidato (Ritalina)estimulantebloqueio de DAT e NET20 a 40 min3 a 4 h2 a 3 por dia
Metilfenidato (Ritalina LA)estimulantebloqueio de DAT e NET30 a 60 mincerca de 8 h1 por dia
Metilfenidato (Concerta)estimulantebloqueio de DAT e NETcerca de 1 h10 a 12 h1 por dia
Lisdexanfetamina (Venvanse)estimulante (pró-fármaco)liberação de DA e NE + bloqueio de recaptação1,5 a 2 haté 13 h1 por dia
Atomoxetina (Atentah)não estimulantebloqueio seletivo de NET2 a 6 semanas para efeito pleno24 h (efeito contínuo)1 a 2 por dia
Clonidinanão estimulanteagonista α2-adrenérgico30 a 60 min6 a 10 h1 a 3 por dia

Tempos aproximados, baseados nas bulas e na literatura citada; variam com dose, alimentação, metabolismo e idade.

8. Como o médico escolhe e acompanha

A escolha parte da evidência de eficácia, mas é ajustada pelo perfil da pessoa: idade, horas do dia em que os sintomas mais atrapalham, comorbidades (ansiedade, tiques, uso de substâncias, problemas cardíacos), sono, apetite, rotina, custo e preferência. O tratamento começa com dose baixa, sobe em etapas e é reavaliado a cada retorno, combinando o relato da pessoa, o de familiares ou da escola e, quando útil, escalas de sintomas [12,13].

O que é monitorado

  • pressão arterial e frequência cardíaca
  • peso e apetite
  • sono
  • humor, ansiedade e irritabilidade
  • tiques
  • resposta nos diferentes horários do dia

O que evitar

  • ajustar dose ou horário por conta própria
  • trocar de formulação sem orientação (as doses não são equivalentes entre elas)
  • interromper clonidina ou atomoxetina de forma abrupta
  • usar o medicamento de outra pessoa ou repassar o seu
  • combinar com álcool ou outros estimulantes

A medicação é uma parte do tratamento, quase sempre a de maior impacto sobre os sintomas centrais, mas raramente a única. A psicoeducação, as estratégias de organização, o cuidado com o sono e a psicoterapia, quando indicada, atuam sobre o que o medicamento não alcança. Para entender por que esses fármacos funcionam, veja a página sobre a fisiopatologia do TDAH.

Referências bibliográficas

Os números entre colchetes no texto remetem a esta lista. Cada DOI leva ao registro original do artigo.

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  2. 2.Faraone SV. The pharmacology of amphetamine and methylphenidate: relevance to the neurobiology of ADHD and other psychiatric comorbidities. Neurosci Biobehav Rev. 2018;87:255-270. doi:10.1016/j.neubiorev.2018.02.001
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  5. 5.Swanson J, Gupta S, Lam A, et al. Development of a new once-a-day formulation of methylphenidate for the treatment of attention-deficit/hyperactivity disorder: proof-of-concept and proof-of-product studies. Arch Gen Psychiatry. 2003;60(2):204-211. doi:10.1001/archpsyc.60.2.204
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  8. 8.Bymaster FP, Katner JS, Nelson DL, et al. Atomoxetine increases extracellular levels of norepinephrine and dopamine in prefrontal cortex of rat: a potential mechanism for efficacy in attention deficit/hyperactivity disorder. Neuropsychopharmacology. 2002;27(5):699-711. doi:10.1016/S0893-133X(02)00346-9
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Conteúdo informativo, elaborado a partir das bulas e da literatura citada. Não substitui avaliação médica individual nem a prescrição.

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